Entre nós dois a conversa sempre fluía espontânea. Ela falava um pouco, eu prestava atenção, e depois chegava a minha vez. Nosso diálogo era sempre assim, simples, sem esforço nenhum. Parecia que tínhamos segredos em comum. Quando se descobria um que valesse a pena, Cass dava aquela risada — da maneira que só ela sabia dar. Era como a alegria provocada por uma fogueira.
Algumas pessoas vão lhe encher o saco. Vão bater na sua porta, e sentar numa cadeira, e consumir seu tempo sem lhe acrescentar nada. Quando muitas pessoas nulas aparecem e seguem aparecendo você tem que ser cruel com elas, pois elas estão sendo cruéis com você. Você tem que botá-las pra correr. Algumas pessoas que são tão interessantes por si só, só trazem energia e luz próprias, mas a maioria não tem serventia alguma, nem para você, nem para elas mesmas. Tolerar os embotados não é sinal de humanidade, apenas aumenta seu próprio embotamento, e eles sempre deixam um pouco desse peso com você quando vão embora.
Gostaria que tivéssemos coragem de dizer mais.
Fria num dia, meiga no outro.
Ela não diz “Eu te amo” como uma pessoa normal. Ao invés disso, ela irá rir, balançar a cabeça, dar sorrisos e dizer: “Você é um idiota”. Se ela disser que você é um idiota, você é um homem de sorte.